Desse lado

você não vê o sapo

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O chamado da floresta?

Não, não sou eu, não mais, é você, é ele, é ela, sou eu, estou na dúvida, quem mais? Não sei.

Não irei me funestar, passei três dias entre quatro paredes, oito contando com o banheiro, apenas comigo, da janela vinha o céu fúnebre a me resgatar diante das canções de Chopin, ojerizei-me por horas: minha concentração acabará de ser rompida; voltei ao mundo real. Gosto dele. Do mundo real. Não gosto é de viver somente por ele. Gosto da verdade, não do falso moralismo regido por ele. “Mais que amor, dinheiro e fama, daí-me a verdade(...)”. Estou incomodado, talvez comigo, tenho tendência auto-depressiativas, mas isso não importa, o que eu quero dizer é sobre minha tendência à primitividade, o que eu preciso é de uma paixão sincera comigo e com a natureza, por favor não me privem da natureza, já ando de maneira naturalista e grito para lua, não sou louco, mas temo um dia ser, é uma das coisas que eu temo, a loucura, o que separa a loucura e a sagacidade é uma pequena linha tênue, a qual mal se enxerga, quero um crescimento secreto. Minha nova sagacidade há de me dar aprumo e controle, mas poucos sabemos até experimentar o quanto de incontrolável há em nós.

“Eu gostaria de adquirir a simplicidade, os sentimentos nativos e as virtudes da vida selvagem; despojar-me dos hábitos artificiais, preconceitos e imperfeições da civilização; [...] e encontrar, em meio à solidão e grandeza do oeste selvagem, visões mais corretas da natureza humana e dos verdadeiros interesses do homem(...)”

Como eu quero.

Também quero uma realidade, digo isso como se ela não estivesse aqui, quero algo tangível, mas talvez minha mente nervosa e ansiosa não me permita.

Como eu não quero.

Desculpo-me por escrever com tanta intimidade sobre eu mesmo.

0 Comentários:

Postar um comentário

Assinar Postar comentários [Atom]

<< Página inicial