Desse lado

você não vê o sapo

sábado, 28 de novembro de 2009

Um filme não é só um filme. A vida não é só uma vida

Jamais poderia dizer que um filme é ruim, não teria essa capacidade, mas eu posso dizer que não gostei dele, e eu não gosto quando as pessoas confundem gosto com qualidade. O mesmo digo a respeito da música. De tudo dá para você tirar uma parte que ira enriquecer você de alguma maneira. E essa sensação pode até se aplicar a vida, vai ter dias que você acorda achando que ela é ruim, mas é tudo impressão sua, ela não pode ser ruim, você apenas não gostou do seu dia, pois não aconteceu nada que fugisse da rotina. É sobre essa fuga que desejo falar.

Ultimamente tenho me projetado a uma fuga que resolveria várias infelicidades da rotina, vários buracos de tristeza e de insatisfação, nunca mais senti algo desse tipo, uma certa ansiedade para uma fuga. Sinto-me bem, mesmo sabendo que não é muito bom fazer esses tipos de projeção, mas é como se fosse um sentimento novo para mim. É como você estar dentro de um filme francês, é como você finalmente poder ver e sentir toda aquela natureza que você tanto contempla em fotos e em passagens cinematográficas, é como ter várias vidas, e todas elas serem intensas. E agora eu não sei se devo ser positivista ou continuar no taoísmo. O que seria melhor?

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Silencioso tique-taque

        O homem sempre foi levado pelo mar. não é natural, quando o fazemos um lugar de grande perigo. Marés, correntes, ondas, vento cada um apresentando seus próprios riscos, nenhum pode ser ignorado. o pequeno erro julgado pode ser o erro do qual você nunca irá se recuperar. um bom marinheiro não luta contra estes elementos, um bom marinheiro trabalha com eles, utilizando-os a seu favor. Enquantos outros podem se perder para sempre à deriva, partindo-se em vários pedaços, um bom marinho sempre chega em casa em segurança. Nunca saberei dizer se realmente sou um bom marinheiro, mas sei que não me partirei em pedaços, pois quando estou perdindo é quando encontro as partes que faltam, assim nunca acabrei como um torrão de matéria, espero eu que não.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

devaneios de um astronauta terráqueo

         Em marte eu pesaria 22,32 kg e teria 11 anos, poderia ser até um galanteador nato por lá, algo como Casanova em seus tempos. Aqui não passo de uma pessoa normal, não sou galanteador e nem tenho estereotipo bonito, conceitualmente falando. Houve época que eu ainda tentei participar dessa competição suburbana em busca da beleza, mas eu parei, eu não ganho nada sendo bonito, e não ganho nada sendo feio, então... qual a diferença? A diferença é que eu consigo ver além daquele mar final e silencioso, sei que ele não estará vivo apenas porque a energia cinética de suas moléculas nunca cessarão, sei que vai muito além, mas sei disso porque eu também vou além de um corpo que anda, eu sou uma alma que fala. Isso basta para mim.