O garoto...
Um garoto ouvia miados enquanto assistia a algum programa sobre ufologia, se perguntava da onde poderia vim, ficou intrigado por minutos, mas não tivera coragem de levantar-se. Continuou o miado até que de súbito a coragem apareceu e ele foi até a porta de sua residência e percebia o miado vindo de uma árvore exuberante e garbosa que fica quase na frente de seu portão, mas não virá o gato, ou qualquer outro animal que emitisse um miado. Poderia ser um et, nunca se sabe. Voltou-se ao seu programa sobre objetos não identificáveis, o qual acabara de encontrar um, mas esse sem provas concretas. O miado continuou, então ele resolveu sair numa ferocidade indizível. Ele o encontrou, o gato, não o et, estava no topo de uma árvore longa, estava sobre galhos finos e esses com espinhos, parecia indefeso e o seu miado era de socorro. O garoto não soube o que fazer. Estava alto de mais, tentou dar uma desses gênios de seriados que desenvolvem um plano ótimo em segundos, percebeu que não era bem assim, precisava mesmo era de mais coragem e de uma escada, a segunda já a tinha, a primeira veio ligeiramente. O espírito selvagem se libertou por alguns minutos, ele gostou da sensação. Foi difícil subir na arvore, mais difícil foi ficar lá com as formigas o mordendo por toda a parte e ainda assim tinha que se posicionar para que o menor número de espinhos possíveis não o acertasse. Enquanto estava na árvore, lá nas alturas, percebeu como era temeroso estar lá e ser tão frágil quanto um gato, enxergou aquele ato como se fosse o gato, surpreendeu-se. Antes achava que gatos só ficavam presos nas arvores em desenhos, no começo até achou engraçado, não depois de enxergar como o tal. O resgate, foi uma coisa mágica, o garoto ficou imóvel encarando o gato e aí estendeu-se ao máximo o seu corpo e seu braço, não se incomodou com os espinhos que espetavam o seu peito, o gato mesmo miando o encarou com uma forte amistosidade e confiança e andou vagarosamente, até chegar o mais próximo possível da mão do garoto, quando chegou o garoto sem se apoiar com mãos, somente com os pés, fez um movimento rápido e sutil, esse segundo para não assustar o gato, e o segurou firmemente. O gato miou, não sabia se estava seguro nas mãos do garoto, mas estava. O garoto o carregou calmamente até a escada, onde se encontrava outro ser, o qual segurara o gato para o garoto descer, mas quando o garoto foi procurar uma posição para descer sentiu dificuldades, como o gato sentirá. O gato já no chão tentou subir na árvore, parecia que tinha entendido que o garoto não conseguia descer, ele queria ajudar o garoto, como uma troca de favores, mas não precisou, o garoto conseguiu descer de frente e o gato o acompanhou. O garoto ficou feliz.
